Modelos diferentes, riscos diferentes
O mercado de robotáxis promete transformar o transporte urbano ao combinar direção autônoma, menor dependência de motoristas e potencial de operação escalável. A questão que surge é: qual empresa está melhor preparada para atravessar a burocracia, as permissões locais e a responsabilidade em caso de acidente?
A Tesla adotou uma estratégia ambiciosa, desenvolvendo e pretendendo operar um veículo próprio, criado especificamente para a condução autônoma. A Waymo, controlada pela Alphabet (GOOGL, na bolsa americana), segue uma trajetória mais incremental, com permissões locais, operadores de segurança e lançamentos graduais por cidade. Já a Uber (UBER) reduz parte da exposição ao estabelecer parcerias com desenvolvedores de tecnologia autônoma, em vez de fabricar e certificar sozinha o hardware.
Esses modelos não eliminam riscos, mas distribuem a dependência regulatória de maneiras distintas. Um desenho específico pode oferecer ganhos de eficiência, caso seja aprovado e utilizado em escala. Por outro lado, a expansão também depende de infraestrutura digital, seguros, responsabilidade civil, aceitação dos passageiros e normas estaduais e municipais.