Por que os EAU importam para a corrida da IA
Os Emirados Árabes Unidos aceleraram nos últimos anos a aposta em inteligência artificial. O governo apresenta um roadmap desde 2017 com metas até 2031, transformando o país em polo regional e atraindo investimentos. Aos fatos: acordos com gigantes como Microsoft e NVIDIA não são anúncios de marketing, começam a render receitas e a construir infraestrutura, data centers, serviços de nuvem e soluções de computação de borda, que sustentam projetos de IA em energia, saúde e telecom.
Além dos fornecedores de hardware e cloud, há atores locais como o grupo privado G42 e a operadora e& (ex-Etisalat) que funcionam como parceiros essenciais. Essas alianças reduzem o risco de execução local e aceleram contratos com governos e empresas da região. Mas a questão que surge é óbvia: as ações ligadas ao tema já refletem esse otimismo no preço?
Sim. Muitas dessas ações negociam com múltiplos historicamente elevados. O mercado já precifica cenários de execução quase perfeita e crescimento exponencial contínuo. Isso significa pouca margem para erro caso a adoção demore, surjam competidores ou mudanças regulatórias. Para investidores brasileiros, a via mais conservadora passa por exposição a líderes globais estabelecidos, como NVIDIA, Microsoft e Palantir, em vez de apostas concentradas em empresas regionais pouco testadas.