Três caminhos para um mesmo mercado
Tesla, Waymo e Uber participam da corrida dos robotáxis, mas não estão competindo com o mesmo modelo de negócios.
A Waymo, unidade de autonomia da Alphabet (GOOGL), adota uma expansão mais gradual. Seus veículos utilizam sensores LiDAR, além de outros recursos de percepção e computação, e a companhia amplia os serviços comercialmente em cidades dos Estados Unidos de forma controlada. O modelo prioriza testes, segurança operacional e expansão por jurisdição, ainda que isso possa exigir mais tempo e capital antes de alcançar escala relevante.
A Tesla segue uma rota mais integrada. A companhia pretende aproveitar sua base de veículos, os dados coletados, o desenvolvimento próprio de software e sua capacidade de produção para criar uma rede de transporte autônomo. A vantagem potencial está na escala da plataforma. O desafio consiste em demonstrar desempenho consistente em diferentes condições, obter aprovações regulatórias e conquistar a confiança dos passageiros.
Já a Uber Technologies (UBER) atua principalmente como plataforma de demanda. Em vez de desenvolver integralmente sua própria tecnologia autônoma, a empresa busca conectar usuários e sua rede de mobilidade a operadores e parceiros especializados. Esse caminho pode reduzir a exposição direta da Uber a determinados riscos de pesquisa, fabricação e desempenho, mas também significa compartilhar valor com os fornecedores da tecnologia.
Qual desses modelos vencerá? Ainda não há resposta. O mercado pode acomodar mais de uma abordagem, especialmente porque transporte autônomo não depende apenas do veículo. Sensores, chips, computação em nuvem, mapas digitais, inteligência artificial, infraestrutura de carregamento e gestão de frotas também capturarão parte do valor econômico.
Investidores interessados no tema podem acompanhar, por exemplo, a cesta Robotaxi Stocks (Sensors & AI Hardware) to Watch, que ajuda a observar a cadeia mais ampla por trás dos veículos autônomos, sem restringir a análise às operadoras de transporte.