A revolução do ecossistema da Amazon: os verdadeiros vencedores da guerra do varejo

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Aimee Silverwood | Financial Analyst

7 min de leitura

Publicado em 23 de fevereiro de 2026

Com apoio de IA

Resumo

  • Amazon ultrapassou Walmart em receita; ecossistema Amazon redefine varejo e favorece ações de tecnologia e e‑commerce.
  • Investimento de £200 bilhões na infraestrutura AWS gera demanda por data centers e motiva investir em infraestrutura cloud.
  • 'Plumbers' como BigCommerce ações, Global‑E comércio internacional, BigBear.ai IA cadeia de suprimentos e E2open supply chain.
  • Para investidores brasileiros, como investir no ecossistema da Amazon no Brasil: ETFs, BDRs e frações, com due diligence.

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O marco: Amazon supera Walmart

Vamos aos fatos. Em 2025 a Amazon ultrapassou o Walmart em receita anual. Mais que um número, esse evento simboliza uma mudança estrutural: o varejo deixa de ser dominado apenas pela presença física e passa a ser orientado por plataformas digitais e serviços de tecnologia. Isso significa que o piloto agora não está apenas no ponto de venda, mas em quem controla dados, nuvem, publicidade e logística integrada.

Onde mora o ganho de valor

A amplitude das receitas da Amazon — comércio eletrônico, AWS (nuvem), publicidade digital e logística — cria uma demanda sistêmica por infraestrutura e serviços habilitadores. A informação por trás da venda, o processamento em nuvem e a entrega física se conectam. E quem constrói esse “encanamento” do comércio digital pode capturar margens e crescimento de forma menos óbvia aos olhos do mercado.

O anúncio de investimento projetado de £200 bilhões na infraestrutura da AWS na próxima década, equivalente a cerca de R$1,4 trilhão em ordem de grandeza, não é triviallyo. Esse volume gera procura por construção de data centers, energia e refrigeração, redes de alta velocidade, hardware especializado para workloads de IA (como GPUs e ASICs) e plataformas de gestão em nuvem. Isso abre janelas para investidores: fornecedores de colocation, fabricantes de componentes, empresas de telecom e fornecedores de software como serviço (SaaS).

Exemplos práticos: quem são os 'plumbers' do novo comércio

Existem empresas menos óbvias que atuam como habilitadores. BigCommerce (BIGC) oferece plataforma SaaS para lojas online; Global‑E (GLBE) resolve pagamentos e compliance transfronteiriço; BigBear.ai (BBAI) aplica IA para otimização logística; E2open (EOPN) conecta cadeias de suprimento em tempo real. Essas companhias não precisam dominar o varejo final para lucrar com sua digitalização. Elas são o encanamento que sustenta marketplaces e redes varejistas.

Isso gera uma tese de investimento relevante: expor-se ao ecossistema reduz riscos concentrados. Não é necessário apostar exclusivamente que a Amazon manterá sua liderança. Basta que a digitalização do comércio continue e que workloads de IA e automação cresçam.

Riscos e disciplina

Claro que riscos existem. Recessão pode adiar investimentos corporativos. Regulação antitruste pode fragmentar modelos de big tech. Mudanças tecnológicas podem tornar certas soluções obsoletas. E empresas menores enfrentam risco de execução e volatilidade de valuation.

Portanto, a abordagem sensata combina diversificação temática, seleção criteriosa de nomes e atenção a métricas operacionais: receita recorrente, margem, penetração em contratos corporativos e dependência de poucos clientes. Para investidores brasileiros, atenção às formas de acesso: frações de ações, ETFs ou BDRs. E lembretes regulatórios: este texto não é recomendação personalizada. Verifique regras da CVM e listagens na B3 antes de operar.

Conclusão

A passagem do bastão do Walmart para a Amazon é mais que simbólica. Ela redesenha a cadeia de valor do varejo e aponta para oportunidades em camadas de infraestrutura e software. Pergunta final: prefere apostar no jogador mais óbvio ou nos alicerces que o fazem jogar? Em muitos casos, os alicerces oferecem exposição mais diversificada e potencialmente assimétrica, desde que o investidor saiba lidar com risco e execute due diligence rigorosa.

Análise Detalhada

Mercado e Oportunidades

  • Investimento projetado de £200 bilhões na infraestrutura da AWS ao longo da próxima década — gera demanda por construção, energia, refrigeração e soluções de colocation/data centers.
  • Crescimento contínuo de workloads de IA e machine learning aumenta a necessidade por hardware especializado (GPUs, ASICs) e por serviços de interconexão de alta velocidade.
  • Expansão do comércio eletrônico global impulsiona serviços de enablement: plataformas SaaS de e‑commerce, soluções de checkout localizadas, gestão de impostos e compliance internacional.
  • Automação e otimização da cadeia de suprimentos via IA e software em nuvem tornam ferramentas de coordenação (TMS, OMS, visibilidade em tempo real) críticas para competidores do varejo tradicional.
  • Economia de escala da nuvem favorece provedores de infraestrutura e fornecedores de componentes, criando oportunidades tanto em empresas grandes quanto em nichos B2B menos visíveis.

Empresas-Chave

  • Amazon (AMZN): Gigante de e‑commerce e provedora da maior plataforma de infraestrutura em nuvem (AWS); tecnologia central em cloud e data centers, casos de uso incluem serviços de infraestrutura para workloads de IA e hospedagem de plataformas digitais; papel estrutural para a cadeia de fornecedores.
  • Walmart (WMT): Maior varejista tradicional com investimentos crescentes em e‑commerce e logística; casos de uso incluem integração omnicanal e operações logísticas em grande escala; valida demanda por plataformas digitais e soluções de supply chain.
  • BigCommerce Holdings, Inc. (BIGC): Plataforma SaaS que permite a construção de lojas online; tecnologia central em e‑commerce para marcas que desejam presença digital própria; casos de uso incluem habilitação de varejistas para competir sem depender de marketplaces.
  • Global‑E (GLBE): Provedora de soluções de comércio transfronteiriço (pagamentos, logística, conformidade fiscal); tecnologia e serviços que facilitam vendas internacionais para marcas sem infraestrutura própria; casos de uso em expansão internacional de merchants.
  • BigBear.ai (BBAI): Empresa de soluções de IA voltadas à otimização operacional e da cadeia de suprimentos; tecnologia analítica para melhorar eficiência logística e previsão de demanda; aplica‑se a operadores que buscam ganhos de produtividade por modelos preditivos.
  • E2open (EOPN): Plataforma em nuvem para gerenciamento da cadeia de suprimentos, conectando fornecedores, fabricantes e varejistas em redes em tempo real; casos de uso incluem coordenação logística e visibilidade integrada; crítica conforme o comércio global se torna mais interdependente.
  • Microsoft (MSFT): Competidor de infraestrutura em nuvem (Azure) e fornecedor de serviços corporativos; tecnologia central em cloud, produtividade e IA empresarial; casos de uso em hospedagem de workloads, ferramentas de colaboração e serviços cognitivos.
  • Alphabet (Google) (GOOGL): Fornece infraestrutura cloud, serviços de publicidade digital e tecnologias de ML/IA; tecnologia central para descoberta de produtos, personalização e infraestrutura de anúncios; casos de uso em apoio a plataformas de e‑commerce e marketing digital.

Ver a carteira completa:Amazon Ecosystem: Could This Shift Create New Winners?

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Riscos Principais

  • Risco macroeconômico: recessão ou aperto orçamentário corporativo que adie investimentos em infraestrutura e serviços de nuvem.
  • Risco regulatório: ações antitruste ou novas regulações sobre big tech que possam impactar o modelo de negócios da Amazon e de parceiros no ecossistema.
  • Obsolescência tecnológica: mudanças rápidas em arquiteturas de computação que possam reduzir a relevância de soluções atualmente em uso.
  • Risco de execução: empresas menores do ecossistema podem não escalar ou perder competitividade para concorrentes mais bem capitalizados.
  • Risco de mercado/valuation: muitos players são menos visíveis e podem ter volatilidade de preço elevada; avaliações podem divergir da performance operacional por longos períodos.

Catalisadores de Crescimento

  • Aceleração contínua da digitalização do comércio (omnicanalidade, entrega no mesmo dia, marketplaces) ampliando demanda por infraestrutura e software.
  • Demanda crescente por IA e computação em nuvem para gerenciar logística, personalização e publicidade digital.
  • Investimentos contínuos de grandes varejistas em capacidades digitais, criando janelas de oportunidade para fornecedores de tecnologia.
  • Globalização do e‑commerce, que impulsiona soluções de pagamento transfronteiriço, logística e compliance fiscal.
  • Acessibilidade a investimento temático por meio de corretoras que oferecem frações de ações e produtos temáticos, ampliando a base de investidores interessados no setor.

Como investir nesta oportunidade

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Perguntas frequentes

Este artigo é material de marketing e não deve ser interpretado como recomendação de investimento. Nenhuma informação aqui apresentada deve ser considerada como orientação, sugestão, oferta ou solicitação para compra ou venda de qualquer produto financeiro, nem como aconselhamento financeiro, de investimento ou de negociação. Quaisquer referências a produtos financeiros específicos ou estratégias de investimento têm caráter meramente ilustrativo/educativo e podem ser alteradas sem aviso prévio. Cabe ao investidor avaliar qualquer investimento em potencial, analisar sua própria situação financeira e buscar orientação profissional independente. Rentabilidade passada não garante resultados futuros. Consulte nosso Aviso de riscos.

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