Oportunidade para provedores terceirizados
A migração para provedores terceiros cria oportunidades claras. Plataformas estabelecidas como DoorDash, Uber Eats e Instacart dispõem de malha de entregadores, algoritmos de roteirização e tecnologia de matching que permitem absorver volume incremental sem o CAPEX exigido por operações on‑premise. Da mesma forma, operadores de logística com infraestrutura física — GXO e FedEx, por exemplo — já oferecem armazéns, fulfilment e transporte com capacidade ociosa que pode ser alocada a novos contratos de varejo.
Soluções de integração em nuvem, como SPS Commerce e Shopify, encurtam o tempo de onboarding. Elas fazem a ponte entre sistemas de PDV, ERPs e vários provedores de entrega, reduzindo a complexidade operacional para redes que optam por múltiplos parceiros. Na prática, isso permite que varejistas brasileiros — do Grupo Pão de Açúcar ao Magazine Luiza — terceirizem parte do fulfillment e concentrem-se em sortimento e experiência do cliente.
A economia de escala é um argumento poderoso. À medida que esses provedores aumentam volume, o custo marginal por pedido tende a cair. Difícil competir com uma rede que distribui custos fixos entre dezenas de clientes. Além disso, inovações em software de roteirização e plataformas de última milha (entrega final ao consumidor) reduzem prazos e custos operacionais. Serve Robotics e outros players de robótica representam a próxima fronteira de redução de custo, ainda que em fase inicial.