quem são os principais atores e por que importam
Microsoft já se posicionou como pilar de nuvem no país. A empresa opera data centers Azure em Dubai e Abu Dhabi, oferecendo serviços críticos para órgãos públicos e corporações. Isso significa receitas recorrentes potenciais para a Microsoft, mas também exposição. A nuvem não existe sem semicondutores, equipamento de rede e componentes que vêm de fornecedores ao redor do mundo. Interrupções nessas frentes afetam contratos e prazos.
Nokia e Ericsson aparecem como fornecedores estratégicos para as operadoras locais, Du e Etisalat. Elas fornecem equipamentos 5G que compõem a malha de conectividade dos EAU. Projetos de longo prazo trazem oportunidades de receita para essas empresas, porém deixam ambas expostas a atrasos de entrega e disponibilidade de componentes.
Por outro lado, fundos soberanos e empresas locais tentam reduzir vulnerabilidades. Mubadala, o veículo soberano de Abu Dhabi, controla participações relevantes em fabricantes como a GlobalFoundries. Há também parcerias com a Tower Semiconductor para estudos de fábricas. A iniciativa é louvável, mas construir uma cadeia de semicondutores doméstica leva décadas e exige investimento contínuo.