Aposta de Buffett na construção civil é posta à prova após corte nas projeções da KB Home
Publicado em 23 de setembro de 2026
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O recente pedido de carta bancária pelo PayPal sinaliza algo mais que uma jogada corporativa pontual. Indica uma tendência estrutural: fintechs ambicionando operar como bancos completos, com depósitos protegidos e capacidade de conceder crédito diretamente. Vamos aos fatos. Isso significa maior demanda por sistemas core bancários, soluções de compliance em tempo real, verificação digital e serviços profissionais para migração e integração.
A questão que surge é simples: quem fornece essa infraestrutura? E como investidores podem se posicionar sem apostar em uma única fintech vencedora?
Historicamente, durante corridas por novas oportunidades, os comerciantes de pás e picaretas ganharam mesmo quando garimpeiros fracassaram. No universo bancário emergente das fintechs, os provedores de infraestrutura desempenham esse papel. Plataformas como Fidelity National Information Services (ticker FIS), Jack Henry & Associates (JKHY) e nCino (NCNO) oferecem os componentes essenciais: processamento de contas, originação de crédito, CRM bancário, relatórios regulatórios e taxação por volume de transações.
Esses fornecedores, todos listados nos EUA, trabalham com modelos de receita recorrente. Isso traz previsibilidade de caixa e características defensivas: contratos longos, altos custos de troca para clientes e taxas que crescem com o volume de transações. Em outras palavras, quando uma fintech se transforma em banco, dificilmente abrirá mão de um core bem testado e certificado para operar com segurança e conformidade.
Outro pilar é a regtech. Soluções de AML, KYC, verificação de identidade e monitoramento em tempo real deixam de ser luxo para virar requisito. No Brasil, o Bacen e o FGC já definem parâmetros rígidos sobre transparência, segurança e proteção de depósitos. Fintechs que buscam depósitos protegidos por algo equivalente ao FGC nos EUA ou que se submetem à supervisão do Bacen precisarão de ferramentas que comprovem compliance de forma contínua. Isso gera demanda recorrente por fornecedores de verificação digital e auditoria eletrônica.
Implementar um core banking não é trivial. Os custos de implementação são elevados, as migrações exigem testes extensivos e a validação regulatória consome tempo e consultoria. Isso alimenta uma camada adicional de receita para fornecedores: serviços profissionais, integração, customização e manutenção. Essa dupla fonte de receita — licenciamento recorrente mais serviços profissionais pontuais — torna o modelo atrativo para investidores que buscam exposição ao crescimento do setor sem depender da sorte de uma única fintech.
Nem tudo é linha reta. Ciclos econômicos podem reduzir a formação de novas instituições e o gasto com TI. Incerteza regulatória ou mudanças nas regras de supervisão atrasam projetos e receitas. Há também risco de adoção tecnológica, com bancos optando por soluções internas ou novos entrantes disruptivos. Por fim, riscos de cibersegurança são reais: incidentes podem acarretar custos extraordinários e perda de confiança.
Investir em provedores de infraestrutura bancária oferece uma alternativa menos arriscada que escolher fintechs individuais. Empresas como FIS, JKHY e NCNO concentram características desejáveis: escala, contratos de longo prazo e exposição direta ao aumento do volume transacional. Ainda assim, atenção ao cenário macro, à concentração de clientes e à evolução regulatória é essencial.
Quer uma conclusão prática? Para quem busca exposição temática ao avanço das fintechs rumo a bancos, alocar parte do portfólio em provedores de tecnologia bancária e regtechs pode gerar receitas mais estáveis e defensivas, sem depender do sucesso de um único player.
Este texto tem caráter informativo. Não constitui recomendação personalizada. Investimentos envolvem riscos e retornos futuros não são garantidos.
Ver a carteira completa:Ações de Infraestrutura Bancária de Fintech para 2025
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Este artigo é material de marketing e não deve ser interpretado como recomendação de investimento. Nenhuma informação aqui apresentada deve ser considerada como orientação, sugestão, oferta ou solicitação para compra ou venda de qualquer produto financeiro, nem como aconselhamento financeiro, de investimento ou de negociação. Quaisquer referências a produtos financeiros específicos ou estratégias de investimento têm caráter meramente ilustrativo/educativo e podem ser alteradas sem aviso prévio. Cabe ao investidor avaliar qualquer investimento em potencial, analisar sua própria situação financeira e buscar orientação profissional independente. Rentabilidade passada não garante resultados futuros. Consulte nosso Aviso de riscos.
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