Por que a infraestrutura importa
Vamos aos fatos. Negócios de corretagem, robo-advisors e exchanges dependem de plataformas que processem ordens em milissegundos, compensem operações com segurança e entreguem dados regulatórios em tempo real. Pense na relação entre a B3 e a Cetip no Brasil: a infraestrutura central garante funcionamento, liquidez e confiança. Nos EAU, esse papel tem sido ocupado por players como Nasdaq OMX Group (NDAQ), Intercontinental Exchange (ICE) e CME Group (CME). Esses grupos oferecem tecnologia, contratos de licenciamento e presença operacional local que lhes permite capturar parte do crescimento.
A Nasdaq fornece sistemas de negociação e vigilância a mercados locais, enquanto o ICE opera o ICE Futures Abu Dhabi e hospeda o contrato de futuros de petróleo Murban, conectando o petróleo dos EAU ao mercado global. A CME mantém parcerias de clearing e negociação com a Dubai Mercantile Exchange e presença no Dubai International Financial Centre, o DIFC. DIFC significa Dubai International Financial Centre e funciona como um hub regional com mais de 2.500 empresas, criando efeitos de rede que ampliam demanda por soluções tecnológicas sofisticadas.