Onde mora a oportunidade
A infraestrutura está severamente degradada. Refinarias operam abaixo da capacidade, dutos vazam, tanques e terminais exigem reparo ou substituição. A proposta de US$100 bilhões visa exatamente isso: exploração, perfuração de novos poços, workovers em poços maduros, reparo e substituição de dutos, além da reconstrução de refinarias e terminais de exportação. É uma escala de investimento sem precedentes na América Latina, comparável a grandes programas de infraestrutura regional somados.
Quem ganha primeiro? Empresas de serviços petrolíferos. Perfuração em grande volume, manutenção, fornecimento de equipamentos e gestão de projetos vão gerar contratos longos e lucrativos. Exemplos globais como Schlumberger (SLB) e Halliburton (HAL) representam o tipo de fornecedor que pode captar essa demanda.
Grandes integradas também têm papel central. Exxon Mobil (XOM), Chevron (CVX) e ConocoPhillips (COP) têm capital e know-how para atuar em múltiplas frentes, desde restauração de produção até refino e logística. A vantagem é maior para quem já teve histórico operacional na Venezuela, por conta do conhecimento local e de tecnologias para petróleo pesado.