Mecanismos que ampliam o impacto nas ações
Por que ações de mineradoras sobem mais que o metal em si? A resposta está na alavancagem operacional. Mineração tem custos de produção relativamente fixos no curto prazo. Quando o preço do ouro sobe, a receita aumenta e as margens crescem mais que proporcionalmente. Empresas como Newmont (NEM) costumam beneficiar-se diretamente desse efeito: um aumento do preço do ouro tende a ampliar lucro por ação, desde que não ocorram choques operacionais.
Há outra via de exposição: as companhias de streaming. Wheaton Precious Metals (WPM) é exemplo clássico. Em vez de operar minas, ela financia projetos e recebe uma fração da produção futura a preços pré-acordados. Isso reduz o risco operacional direto do investidor e gera fluxos de caixa previsíveis. Em contrapartida, contratos de streaming podem limitar parte do upside se os preços subirem muito além dos níveis pactuados. Ou seja, menor risco operacional mas também alguma limitação de ganhos extremos.
A prata merece atenção à parte. Produtoras como Pan American Silver (PAAS) combinam exposição monetária e industrial. A prata é mais volátil que o ouro e tem demanda crescente em eletrônica e energia solar. Isso dá potencial de valorização adicional, com movimentos maiores no mesmo rali.