por que olhar para o setor de prisões privadas e tecnologia de aplicação da lei
O setor combina receitas apoiadas por contratos públicos com oportunidades de crescimento em tecnologia. Operadores privados atuam essencialmente como locadores: recebem pagamentos por diárias por preso, via contratos longos com órgãos públicos. Isso gera previsibilidade de receita que atrai investidores que buscam fluxo estável. Vamos aos fatos: modelos per diem nos Estados Unidos variam entre US$30 e US$80 por preso/dia, equivalente hoje a aproximadamente R$150 a R$400 por dia, dependendo do câmbio.
Gastos com segurança e justiça costumam ser classificados como não discricionários nos orçamentos públicos. Em fases de contração econômica, esses itens tendem a sofrer menos cortes que investimento e consumo. Isso explica por que empresas como Corrections Corporation of America (CXW) e The GEO Group (GEO) são citadas como resilientes a ciclos econômicos: suas receitas derivam de contratos públicos com cláusulas de ajuste e opções de renovação.
Na outra ponta, a tecnologia de aplicação da lei — câmeras corporais, plataformas de evidências em nuvem e software de gestão — oferece um perfil de receita recorrente e alto custo de troca. Axon (AXON), por exemplo, combina hardware com um modelo de software como serviço, criando assinaturas e receitas previsíveis. Para departamentos policiais, migrar para outra plataforma implica custo operacional e risco, o que gera barreiras à troca e maior previsibilidade para fornecedores.