Setores com demanda institucionalizada
Primeiro, tecnologia da água. O Brasil sabe o que é seca e estresse hídrico — do Nordeste ao racionamento em grandes centros. Empresas que gerenciam recursos hídricos, reciclagem e reúso têm contratos de longo prazo e clientes regulados. Um exemplo norte-americano útil para entender a tese é a Global Water Resources (GWRS), cuja operação em áreas áridas ilustra modelos de negócio replicáveis.
Segundo, monitoramento climático. Dados diários de satélite se tornaram insumos críticos para seguradoras, agricultura e gestores de risco urbano. Planet Labs (PL) opera uma constelação que fornece essa inteligência em tempo real — informação que reduz incerteza e que, portanto, vale dinheiro.
Terceiro, materiais e construção resilientes. Obras de contenção, elevação de estradas, redes elétricas blindadas e novos códigos de construção criam demanda por produtos e serviços especializados. Hannon Armstrong (HASI), por exemplo, financia projetos de infraestrutura sustentável e resiliente, atuando como provedor de capital para investimentos de longo prazo.