oportunidade de investimento defensiva
A extensão da vida útil de usinas nucleares existentes apresenta uma alternativa defensiva e relativamente previsível para investidores com horizonte de médio a longo prazo. Vamos aos fatos: renovar unidades já amortizadas transforma ativos que já pagaram seu custo de capital em geradores de caixa previsíveis por décadas. Isso significa fluxo de caixa contratualizado, baixo carbono e um papel essencial na estabilidade do sistema elétrico.
Extender a licença de uma usina custa uma fração do investimento necessário para erguer uma nova unidade. Construir uma usina pode superar US$20 bilhões e levar mais de uma década; a renovação exige muito menos capital e tempo, melhorando a relação custo-retorno. No Brasil, operadores como Eletronuclear e reguladores como a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) estão no centro deste debate quando se discute a longevidade de Angra e a segurança de suprimento.
Usinas nucleares operam com fatores de capacidade superiores a 90%. Em linguagem prática: produzem energia 24 horas por dia, sete dias por semana, independentemente do vento ou do sol. Em um cenário de crescente penetração de renováveis intermitentes, essa energia de base livre de carbono ganha importância estratégica para evitar colapsos de rede e reduzir a necessidade de reservatórios térmicos fósseis.