Desaceleração do mercado de VEs: a saída da Stellantis sinaliza riscos

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Aimee Silverwood | Financial Analyst

6 min de leitura

Publicado em 11 de fevereiro de 2026

Com apoio de IA

Resumo

  • Saída da Stellantis joint venture sinaliza desaceleração do mercado de VEs e pressão em planos de eletrificação.
  • Investir em baterias para veículos elétricos requer atenção a tecnologia baterias estado sólido e matérias‑primas lítio níquel.
  • Vantagem competitiva Tesla e fabricantes chineses de veículos elétricos favorecem produtores integrados e ações de fabricantes de EV.
  • Priorize infraestrutura de recarga no Brasil, reciclagem e investimento fracionado em cestas de EV desde £1.

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A saída da Stellantis e o aviso ao mercado

A decisão da Stellantis de deixar a joint venture de baterias com a Samsung não é um fato isolado. É um sinal explícito de tensões financeiras que atravessam o setor de veículos elétricos. Vamos aos fatos: planos ambiciosos de eletrificação exigem investimentos pesado em cadeias de suprimento, fábricas e pesquisa. Quando a demanda desacelera, esses planos ficam sob pressão.

Desafios das montadoras tradicionais

Montadoras tradicionais enfrentam problemas estruturais. Plataformas concebidas para motores a combustão não se convertem facilmente em operações EV lucrativas, por mais que os gestores tentem adaptar linhas e fornecedores. Isso implica reconfigurar a cadeia de suprimentos, rever processos de manufatura e repensar modelos de negócio. A conta costuma chegar em margens comprimidas e necessidade de reestruturação, como mostrou a saída da Stellantis da parceria com a Samsung SDI.

Quem ganha com a desaceleração?

Empresas integradas e pure‑play, que dominam produção de baterias, software e manufatura, tendem a ter vantagem. Pense na Tesla, que combina produção verticalizada e escala para preservar margens. Fabricantes chineses criados desde o início em torno do VE, como Li Auto e outros, exibem operações mais enxutas e maior resiliência em mercados moderados.

Isso significa que investidores devem olhar com cuidado para perfis operacionais, não apenas para rótulos do setor. Infraestrutura de recarga, por exemplo, oferece fluxo de receita mais previsível, sustentado por políticas públicas e pela base instalada de veículos. Em mercados como o brasileiro, a expansão da rede de recarga ainda é uma oportunidade relevante, especialmente para serviços de frota e corredores rodoviários.

Tecnologias e matérias‑primas: pontos de alavancagem

Baterias estado sólido prometem ganhos em segurança e densidade energética, mas representam também risco de tornar tecnologias atuais parcialmente obsoletas. Fornecedores de matérias‑primas críticas, como lítio, níquel e cobalto, podem capturar valor durante gargalos de oferta. Reciclagem de baterias e manufatura automatizada surgem como vetores de redução de custo no médio e longo prazo.

Orientação prática para investidores

Qual é a melhor abordagem em meio à desaceleração? Recomendamos seleção cuidadosa de empresas com eficiência operacional e balanços sólidos, priorizando exposição a infraestrutura de recarga, reciclagem e produtores de matérias‑primas essenciais. Evite exposição setorial ampla e passiva quando o risco idiossincrático for elevado. A gestão ativa do risco, por meio de alocação diversificada — por exemplo cestas temáticas e investimento fracionado a partir de £1 (equivalente a poucos reais) — ajuda a limitar perdas e capturar oportunidades.

Riscos e aviso final

Não há garantias. Mudanças regulatórias, avanços tecnológicos inesperados, variações nas preferências dos consumidores e a natureza cíclica do setor automotivo podem alterar cenários rapidamente. Este texto não é aconselhamento financeiro individual. Para decisões de investimento, priorize análise própria ou orientação de um profissional.

Leia também Desaceleração do mercado de VEs: a saída da Stellantis sinaliza riscos para um panorama mais detalhado e sugestões de temas a acompanhar nos próximos trimestres.

Análise Detalhada

Mercado e Oportunidades

  • Empresas verticalmente integradas (produção própria de baterias, software e manufatura) podem conquistar participação de mercado enquanto concorrentes reestruturam suas operações.
  • Fabricantes chineses de veículos elétricos, com operações pensadas desde o início para EVs, exibem vantagem operacional e potencial de expansão internacional.
  • Infraestrutura de recarga em expansão, apoiada por políticas públicas, demanda de frotas e necessidade de confiabilidade, criando fluxos de receita previsíveis.
  • Tecnologias de bateria de próxima geração (ex.: estado sólido) oferecem diferenciação em segurança, densidade energética e tempo de recarga.
  • Fornecedores de matérias‑primas críticas (lítio, níquel, cobalto) podem angariar poder de precificação diante de restrições de oferta e demanda estrutural crescente.
  • Soluções de manufatura avançada e automação são alvos naturais de investimento à medida que montadoras buscam reduzir custos unitários e melhorar eficiência.

Empresas-Chave

  • [Stellantis (STLA)]: Montadora franco‑italiana; foco em manufatura automotiva e plataformas de veículos; evidenciou dificuldades em cumprir cronogramas de eletrificação ao deixar a joint venture de baterias com a Samsung, indicando necessidade de reestruturação na cadeia de suprimentos e pressão sobre custos.
  • [Tesla, Inc. (TSLA)]: Líder em integração vertical; competência em produção de baterias, software embarcado e eficiência de escala; vantagem competitiva que ajuda a sustentar margens mesmo em períodos de desaceleração do mercado.
  • [NIO Inc. (NIO)]: Fabricante chinês de EVs premium; especializado em veículos elétricos e soluções de troca de bateria; parte do grupo de concorrentes chineses que evitou a transição onerosa enfrentada por montadoras tradicionais.
  • [Li Auto Inc. (LI)]: Empresa chinesa focada em EVs e híbridos plug‑in; operações otimizadas e foco em segmentos específicos que ajudam a preservar rentabilidade em mercados moderados.
  • [Samsung SDI (006400.KS)]: Divisão do Grupo Samsung especializada em células e soluções de armazenamento energético; fornecedor para montadoras e projetos de energia; dissolução da joint venture com a Stellantis destaca riscos de parcerias industriais sob pressão de custos.

Ver a carteira completa:EV Market Slowdown: Stellantis Exit Signals Risks

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Riscos Principais

  • Mudanças regulatórias e de políticas públicas que podem alterar subsídios, requisitos de emissão ou metas de eletrificação.
  • Ruptura ou reavaliação de parcerias estratégicas (ex.: joint ventures de baterias) quando pressões financeiras aumentam.
  • Avanços tecnológicos disruptivos (ex.: baterias estado sólido) que podem tornar investimentos atuais obsoletos.
  • Variações na oferta e volatilidade de preços de matérias‑primas críticas (lítio, níquel, cobalto).
  • Condições macroeconômicas e demanda do mercado automotivo tradicional que ainda influenciam vendas de veículos durante a transição.
  • Riscos operacionais durante reestruturações de cadeia de suprimentos e adaptação de plataformas convencionais para EVs.

Catalisadores de Crescimento

  • Adoção de baterias de próxima geração (estado sólido) que melhorem autonomia, segurança e tempos de recarga.
  • Escala e integração vertical que permitam redução de custos e preservação de margens (modelo Tesla).
  • Expansão acelerada da infraestrutura de recarga pública e privada, apoiada por políticas governamentais.
  • Gargalos de oferta em matérias‑primas que elevem receitas de produtores bem posicionados.
  • Implementação de automação e tecnologias avançadas de manufatura que reduzam custos unitários.
  • Iniciativas de reciclagem de baterias e economia circular que reduzam dependência de matérias‑primas primárias.

Como investir nesta oportunidade

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Perguntas frequentes

Este artigo é material de marketing e não deve ser interpretado como recomendação de investimento. Nenhuma informação aqui apresentada deve ser considerada como orientação, sugestão, oferta ou solicitação para compra ou venda de qualquer produto financeiro, nem como aconselhamento financeiro, de investimento ou de negociação. Quaisquer referências a produtos financeiros específicos ou estratégias de investimento têm caráter meramente ilustrativo/educativo e podem ser alteradas sem aviso prévio. Cabe ao investidor avaliar qualquer investimento em potencial, analisar sua própria situação financeira e buscar orientação profissional independente. Rentabilidade passada não garante resultados futuros. Consulte nosso Aviso de riscos.

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