Quais empresas se beneficiam
Empresas com forte presença produtiva doméstica sofrem menos impacto direto. Se a fábrica e boa parte da cadeia de suprimentos estão no Brasil, a empresa reduz exposição a tarifas e variações cambiais. Isso pode se traduzir em preços relativamente mais competitivos frente a importados e, em alguns casos, ganho de participação de mercado.
Outra vantagem decisiva é o chamado poder de precificação. Explicando de forma prática: é a capacidade de repassar aumentos de custo para o cliente sem perder volumes significativos. Marcas consolidadas de bens essenciais — alimentos, higiene, bebidas — têm demanda menos sensível ao preço. Ou seja, consumidores tendem a manter compras mesmo com reajustes moderados.
Exemplos globais ajudam a ilustrar: empresas como PepsiCo e Procter & Gamble têm extensa manufatura local em vários mercados, o que reduz exposição a tarifas e dá margem para ajustes de preço. No contexto brasileiro, produtores como BRF ou Ambev e fabricantes com operações locais podem exercer papel semelhante.