Por que este tema importa
A questão que surge é simples: como as empresas vão suprir demandas com menos pessoas? A resposta passa por software e hardware que aumentam a eficiência do trabalho humano. A McKinsey estima que a IA generativa pode adicionar até US$4,4 trilhões em valor econômico anual global. Copilots — assistentes integrados a ferramentas de trabalho — e automação de processos não são mais diferenciais; tornaram-se utilidades essenciais integradas aos fluxos de trabalho padrão.
Copilot aqui refere-se a assistentes com IA que ajudam em tarefas como redação, análise de planilhas e resumo de reuniões. Usuários iniciais do Microsoft Copilot relataram ganhos de produtividade na ordem de 30% em tarefas rotineiras. RPA, ou automação de processos robóticos, descreve "robôs de software" que replicam ações humanas em sistemas digitais para tarefas administrativas. GPUs — unidades de processamento gráfico — são o hardware especializado que permite treinar e executar modelos de IA em larga escala.
Fornecedores de infraestrutura capturam muito do valor criado. NVIDIA, por exemplo, vende GPUs que alimentam grande parte do processamento de IA moderno. Sem esse hardware, muitas soluções simplesmente não funcionam em escala. Por isso, fabricantes de chips e provedores de data centers tendem a ser beneficiários estruturais da transição.