A máquina de taxas: por que os gestores de ativos sempre saem ganhando

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Aimee Silverwood | Financial Analyst

6 min de leitura

Publicado em 15 de abril de 2026

A Conta Oculta das Taxas

Fee-Driven Asset Management | Strategies for 2026

  • O Gatilho. Gestores de ativos estão trocando dependência do AUM por receita baseada em taxas, e resultados recentes, incluindo saltos de lucro, mostram que mover para taxas de gestão recorrentes virou estratégia, o que explica por que alguém poderia perguntar por que BlackRock teve aumento de lucro de 46%.

  • A Direção. O smart money está migrando para ETFs e mercados privados, com foco em private credit e plataformas como iShares, e nomes como BlackRock, Blackstone e KKR lideram esse mix entre produtos passivos e alternativas.

  • A Janela. Isso cria oportunidades para quem busca receita recorrente gestão de ativos e quer saber como investir em gestores de ativos com altas taxas de gestão, inclusive via plataformas que vendem frações de ações, permitindo comprar frações de BlackRock, Blackstone e KKR a partir de US$1.

  • A Armadilha. Há riscos reais: liquidez limitada em mercados privados, taxas de performance voláteis, pressão competitiva e possíveis mudanças da CVM, então investir em crédito privado através de gestores alternativos poderia aumentar exposição e iliquidez se não for bem avaliado.

Zero commission trading

A máquina de taxas e a nova estrutura da gestão de ativos

A indústria de gestão de ativos está passando por uma mudança estrutural. Empresas que deslocam receita para negócios com taxas mais elevadas e recorrentes, mercados privados, crédito privado e ETFs, estão construindo modelos de receita mais resilientes e maior margem. Vamos aos fatos: resultados recentes, como o salto de 46% no lucro trimestral de alguns gestores, refletem uma mudança deliberada rumo a receitas orientadas por taxas, não acasos de mercado.

O modelo tradicional depende do nível de ativos sob gestão (AUM). Saídas de capital em mercados em queda comprimem receitas. Alternativas e ETFs oferecem taxas mais estáveis e "pegajosas". Mercados privados, como private equity, private credit, infraestrutura e setor imobiliário, cobram taxas sobre capital comprometido e impõem prazos de bloqueio, criando um piso de receita. Isso significa previsibilidade que mitiga a volatilidade de curtíssimo prazo.

ETFs, por sua vez, são escaláveis e têm baixo custo marginal. Plataformas como iShares ampliam a base de receita com fluxos massivos, enquanto produtos listados na B3 demonstram a adoção crescente no Brasil. Gestores que combinam ETFs com alternativas criam um mix saudável: receita recorrente de gestão e potencial de taxas de performance em saídas.

Quem melhor exemplifica essa transição? BlackRock combina escala em ETFs com exposição crescente a alternativas. Blackstone e KKR representam o eixo das alternativas e do crédito privado, com estruturas de taxas de gestão e taxas de performance que asseguram um piso de receita. Para investidores, a conclusão é clara: observe gestores com grande exposição a receitas recorrentes por taxas e capacidade de distribuir produtos passivos e alternativos.

Mas há riscos. Saídas prolongadas reduzem AUM; mercados privados enfrentam risco de liquidez e janelas de resgate longas; taxas de performance são voláteis; mudanças regulatórias pela CVM podem alterar estruturas de cobrança. A concorrência também pressiona margens.

Quer acessar essas empresas com pequenas somas? Plataformas que vendem frações de ações, como Nemo, permitem compras a partir de US$1 (aprox. R$5), ampliando a participação de varejo.

Leia mais sobre esse tema em A máquina de taxas: por que os gestores de ativos sempre saem ganhando.

Aviso: este texto não é recomendação de investimento. Considere riscos e regulamentação antes de alocar capital.

Não se trata de aconselhamento personalizado. Investidores devem avaliar perfil, horizonte e liquidez, consultar assessor ou a documentação da CVM/B3 sobre ETFs e fundos de investimento antes de decidir.

Análise Detalhada

Mercado e Oportunidades

  • Crescimento contínuo do volume global de ativos investíveis cria demanda por gestores capazes de cobrar taxas sobre bases maiores.
  • Expansão dos mercados privados: alocação crescente de investidores institucionais e fundos de pensão a private equity, private credit e real assets, gerando receitas de longo prazo para gestores.
  • Crédito privado: com bancos reduzindo certos tipos de empréstimos, gestores de ativos vêm preenchendo essa lacuna, produzindo taxas e spreads atraentes.
  • ETFs seguem capturando fluxos maciços por oferecerem diversificação de baixo custo; modelos de plataforma (ex.: iShares) geram receita recorrente escalável.
  • Estrutura de taxas em mercados privados (capital comprometido e prazos de bloqueio) oferece previsibilidade de receita que mitiga a volatilidade de curto prazo.
  • Efeito de compounding das taxas: crescimento da base de AUM leva a maior receita de gestão e possibilita reinvestimento em distribuição e captação.

Empresas-Chave

  • [BlackRock (BLK)]: Maior gestora de ativos do mundo; líder em ETFs por meio da plataforma iShares e com exposição crescente a alternativas; combinação de escala em produtos indexados e taxas de gestão em alternativas torna sua receita relativamente resiliente.
  • [Blackstone (BX)]: Referência global em ativos alternativos; foco em private equity, crédito privado e real assets; estrutura de taxas diversificada (management fees e performance fees) e grande exposição a capitais de longo prazo asseguram um piso de receita.
  • [KKR (KKR)]: Gestora global com presença forte em private equity, infraestrutura e real assets; gera múltiplas fontes de receita — taxas de gestão sobre capital travado, performance fees por saídas bem-sucedidas e taxas transacionais.

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Riscos Principais

  • Risco de saída prolongada de capital: em crises, retiradas de ativos reduzem AUM e, consequentemente, receita de taxas.
  • Risco de liquidez em private markets: investidores podem enfrentar janelas longas de resgate, afetando percepção de risco e captação futura.
  • Variabilidade das performance fees: dependem de resultados e de saídas bem-sucedidas, portanto são inerentemente voláteis.
  • Risco regulatório: mudanças em regras sobre cobrança de taxas, transparência ou tratamento de clientes podem reduzir margens.
  • Risco de avaliação e re-rating: mercados já precificaram parte da vantagem de gestores com receitas recorrentes, limitando potencial de valorização adicional.
  • Concorrência e compressão de taxas: maior competição em ETFs e estratégias alternativas pode pressionar margens ao longo do tempo.
  • Risco de concentração: dependência excessiva de poucos produtos ou de grandes clientes institucionais pode aumentar vulnerabilidade.

Catalisadores de Crescimento

  • Adoção crescente de ETFs por investidores de varejo e institucionais, ampliando AUM em plataformas de gestão passiva.
  • Retração de bancos em certos segmentos de crédito, abrindo espaço para gestores oferecerem crédito privado com spreads superiores.
  • Aumento da alocação institucional a alternativas por busca de diversificação e retorno real ajustado ao risco.
  • Escala e eficiência de distribuição digital (plataformas que vendem ETF e frações) que reduzem custo de aquisição e ampliam penetração de mercado.
  • Inovação de produto (novos fundos, estruturas híbridas e soluções de liquidez) que atraem mais capital comprometido.
  • Recuperação macroeconômica e ciclos de saída de investimentos privados que geram performance fees significativas.

Como investir nesta oportunidade

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Perguntas frequentes

Este artigo é material de marketing e não deve ser interpretado como recomendação de investimento. Nenhuma informação aqui apresentada deve ser considerada como orientação, sugestão, oferta ou solicitação para compra ou venda de qualquer produto financeiro, nem como aconselhamento financeiro, de investimento ou de negociação. Quaisquer referências a produtos financeiros específicos ou estratégias de investimento têm caráter meramente ilustrativo/educativo e podem ser alteradas sem aviso prévio. Cabe ao investidor avaliar qualquer investimento em potencial, analisar sua própria situação financeira e buscar orientação profissional independente. Rentabilidade passada não garante resultados futuros. Consulte nosso Aviso de riscos.

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