Quem tende a ganhar com o acordo
Empresas industriais, especialmente do eixo alemão, figuram entre as beneficiadas. Grupos como Siemens e ABB, com presença em São Paulo e projetos em logística e energia, podem ver suas cadeias de suprimento tornarem-se mais eficientes e menos onerosas. A queda de tarifas reduz o custo de peças e equipamentos importados, acelerando modernização industrial.
Marcas de luxo europeias — pense em LVMH e Kering — também são candidatas a ganhar participação de mercado. Com a redução de impostos de importação, itens premium podem ficar relativamente mais acessíveis à classe média alta em crescimento no Brasil, com maior concentração de compradores em São Paulo e Rio de Janeiro. Isso não quer dizer preços baixos; trata‑se de ampliar a base de consumidores mantendo posicionamento premium.
No campo de recursos, empresas como Glencore e Anglo American podem obter maior previsibilidade para contratos e investimentos em minerais estratégicos (lítio, cobre), essenciais para a transição energética europeia. Cláusulas de proteção a investimentos e mecanismos de resolução de disputas oferecem mais segurança para projetos de médio e longo prazo.
Por fim, fornecedores de tecnologia como SAP têm incentivos adicionais: cláusulas relativas ao comércio digital e proteção de propriedade intelectual tendem a facilitar a transferência de soluções integradas (hardware + software) e a adoção de plataformas digitais no mercado brasileiro.